Mostrando postagens com marcador Saúde Pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde Pública. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Precária situação da Saúde Pública em Ponta Grossa-PR



Fonte: Paraná Tv

terça-feira, 23 de junho de 2009

Médicos do PSF em Ponta Grossa continuam em GREVE


“Socorro, a saúde pública está doente e o remédio é a participação popular”
(Titulo usado na manifestação dos médicos do PSF de Ponta Grossa)

A saúde esta passando por momentos difíceis em Ponta Grossa nos Campos Gerais, no sábado pela primeira vez em muitos anos, a população teve que enfrentar longas filas para vacinar seus filhos, por falta de funcionários, o fato acabou gerando a revolta de mães e familiares. Na última sexta-feira, aconteceu uma mobilização realizada pelos médicos do PSF do município, em defesa da saúde pública e do SUS. Na manifestação os profissionais da saúde buscaram alertar a população com relação as dificuldades que enfrentam e a falta de estrutura, que prejudica a qualidade do atendimento. Alguns postos de saúde encontram-se em situação extremamente precária, sem materiais básicos como gases entre outros. Além disso pediram a criação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos. As reivindicações já foram apresentadas ao Prefeito em abril deste ano, novamente em maio os médicos apresentaram novas reivindicações e não foram atendidos. Agora em Junho receberam a informação de um dos diretores Dr Dalton Scarpin da SMSPG, que as decisões em relação ao assunto foram transferidas ao Secretário de Saúde Dr Bastos, em reunião com o mesmo na semana passada , segundo Dr Marcos Romero, o Secretário informou a classe que seria necessário um estudo do impacto financeiro para as reivindicações apresentadas, o que para classe demonstrou o desinteresse pelo assunto já apresentado há vários meses. Segundo Dr Romero os médicos do PSF de Ponta Grossa são os que tem a menor remuneração na região dos Campos Gerais. Ontem muitos postos e grupos do PSF não trabalharam, a poucos minutos conversamos com Dr Marcos Romero que também é Delegado Regional do Simepar, o mesmo nos informou que na próxima quinta-feira, a classe terá uma audiência com a promotora do Ministério Público do Trabalho e na sexta-feira (26) acontecerá um assembléia geral no auditório do MM da Vicente Machado em Ponta Grossa para novas decisões. A greve continua com apenas 50% das atividades em funcionamento, isto significa que 19 médicos estão atendendo no município. A classe espera que a Secretaria acene com respostas positivas e que a situação tenha progresso.

Foto: Rotary José Bonifácio.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Transporte de Pacientes de Ponta Grossa a Curitiba.

Recentemente realizamos uma matéria no Pronto Socorro em Ponta Grossa, sobre pacientes que dormem no local para aguardar transporte para atendimento médico na capital:
http://reporterpatricia.blogspot.com/2008/06/sofrimento-pacientes-passam-madrugada.html
Informações na imprensa sobre o assunto:

Matéria Diário da Manhã 18 de junho de 2008.
Coluna: Ponto de Vista – Gonçalves de Castro
Neste frio, é desumano alguém dormir no PS para ir a Curitiba.
http://www.diariodamanha.com.br/080618//02.swf

Matéria Diário da Manhã 17 de junho de 2008.
Situação dos Pacientes que dormem no PS deve ser Resolvida.
http://www.diariodamanha.com.br/080617//08.swf

quinta-feira, 12 de junho de 2008

SOFRIMENTO: Pacientes passam à madrugada no Pronto Socorro em Ponta Grossa para aguardar o transporte para atendimento médico em Curitiba.

Dias atrás trouxe informações neste blog sobre a insatisfação com relação ao transporte, da população ponta-grossense que precisa de atendimento médico em Curitiba. Na quarta-feira, recebemos a informação de que pacientes estariam passando a noite no Pronto Socorro municipal para aguardar o horário de ser transportado a Curitiba. Nesta madrugada por volta da 01:00h estivemos no local. Nos vídeos você acompanha o que encontramos.

1 vídeo


O transporte de pacientes que necessitam de atendimento médico em Curitiba era realizado pela Câmara Municipal de Ponta Grossa, com o movimento de combate a corrupção eleitoral realizado na cidade, lideranças explicam que este serviço deveria ser realizado pela Prefeitura Municipal, e imediatamente a troca foi feita. Mães que levam seus filhos para serem atendidos, consideram a atual situação um sofrimento:

2 vídeo

Imagens: Eliza Lima.

Antes, veículos da CMPG dirigiam-se até a residência dos pacientes e os conduziam até a capital. Agora um ônibus é destinado para esta finalidade. Aproximadamente as 04:00h da madrugada ele parte a caminho da Capital, portanto muitas pessoas que não possuem veículos, ou condições de pagar um táxi, precisam passar a noite no PS, pelo fato de não possuir ônibus do transporte coletivo que trabalhe neste horário e os leve até o hospital. Hoje foi considerado um dia calmo pelos presentes no local, mas geralmente segundo funcionários do PS sempre lota o espaço de espera. O que desperta atenção é o fato de que antes os pacientes não precisavam passar por essas dificuldades, uma mãe com um dos filhos ao lado (vídeo 1) e uma criança de apenas dois meses passando a noite inteira acomodada em uma cadeira, aguardando o ônibus... para suportar ainda um dia todo entre deslocamento, atendimento da consulta e o retorno, pessoas de idade, e ainda no segundo vídeo os internautas podem ouvir gritos ao fundo, enquanto conversávamos com uma mãe, os sons eram gritos de um paciente acidentado que estava sendo atendido na enfermaria do pronto socorro. Além do desconforto, das dificuldades, do frio, as crianças ali presentes ficavam amedrontadas com os gritos. Uma situação que se cada um de nós, nos colocarmos no lugar de senhoras e senhores, principalmente mães com seus filhos, sem condições financeiras suficientes para fazer um tratamento particular, acomodados em bancos por horas de espera... com certeza aconteceria o que aconteceu com a nossa ultima entrevistada: uma crise de desespero, angústia e choro.

Pergunto: Será falta de gestão, de recursos, de veículos, ou humanidade?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Setor de Saúde Mental precisa de mais investimentos.


Voltamos a comentar nesse espaço informações sobre saúde mental. Várias famílias têm entrado em contato conosco, buscando informações e registrando suas reclamações. Na última visita do secretário de saúde do Estado em Ponta Grossa, recebemos a informação de que não era possível mais a abertura de leitos psiquiátricos.
O blog teve inúmeros acessos(http://reporterpatricia.blogspot.com/2008/01/sade-psiquitrica-pede-socorro.html) questionando os problemas do setor.
Buscamos informações da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Paraná, através do Dep.Estadual Ney Leprevost (foto) sobre a atual situação e apresentamos inúmeras reivindicações, perguntamos ainda o que a comissão poderá fazer, após um quarto contato o Deputado apenas sugeriu uma mobilização dos prejudicados e praticamente passou a responsabilidade para os Deputados de Ponta Grossa, sem apresentar mais dados e informações.

Continuamos na busca de informações e conseguimos uma conversa com Elaine Rodella (foto), Coordenadora do Sindisaúde (sede em Curitiba) que nos recebeu cordialmente e de forma esclarecida trouxe várias informações.
Segundo Elaine a reforma psiquiátrica aconteceu na década de 90, ficou proibido por lei estadual e federal, ter hospital somente com leito psiquiátrico. Porque antes os pacientes que tinham problemas mentais ficavam muitas vezes abandonados, sem tratamento, sem terapia adequada, portanto sem condições de reintegração a sociedade. A reforma propôs o ambulatório de saúde mental e os leitos ficaram em hospital geral. Cada hospital credenciado pelo SUS com sua ala especifica de saúde mental. Explicando: se o SUS tem um hospital conveniado, 10% dos leito desse hospital tem que ser de atendimento para o setor psiquiátrico. Elaine explica ainda que a crise do setor psiquiátrico no Paraná se deve a rede ambulatorial, o Caps no caso, que existe de forma insuficiente, falta funcionários e investimentos, não tendo uma rede que tenha um atendimento diário o paciente entra em crise e precisa de tratamento. Portanto é necessário mais criação de Caps, mais compromisso do estado e dos municípios cumprindo seu papel enquanto gestor público.
O estado e o município deveriam criar uma rede própria de serviços pra que se evite que a população que necessita fique refén do setor privado que oferece o serviço da forma que achar conveniente. O Sindisaude defende que o estado tenha sua rede pública de saúde própria.
Convidamos ainda o Dr Antonio OLivio Rodrigues, da Secretaria Municipal de Saúde do Muncípio de Ponta Grossa, que esteve conosco nos estúdios da Rádio Central para responder a questionamentos:
Nos vídeos abaixo você acompanha alguns momentos da entrevista, e informações importantes como o programa “De volta para casa” e o posicionamento sobre o assunto do Dr.Antonio OLivio:



Com relação ao atendimento infantil, Dr.Atônio informou que esta prevista para o próximo ano a construção de um Caps para crianças no município. Agradecemos a participação e o convite feito a equipe pelo Dr Antonio, para conhecermos a estrutura disponível do município para o setor de saúde mental.



Comentamos informações sobre concursos públicos e profissionais do setor além dos primeiros passos que pessoas com problemas psiquiatricos devem tomar:


Para mais informações os moradores de Ponta Grossa – Pr podem entrar em contato diretamente na Secretaria Municipal de Saúde pelo telefone: (042) 3220-1214.
Imagens: Cerli Becker.

• Conosco nos estúdios participou também o locutor Gerson Sênior.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Saúde Psiquiátrica Pede socorro..

Hoje pela manhã na programação da rádio atendemos vários ouvintes transmitindo informações e insatisfação com relação ao setor de saúde, alguns com relação a falta de medicamentos especiais, outros demora, mas uma das reclamações que me chamou atenção foi a de uma Senhora que entrou ao vivo na programação, e falou sobre um problema que realmente esta esquecido. Doentes com problemas mentais.

No dia 23 de janeiro, o secretário saúde do Estado do Paraná Gilberto Martin , esteve em Ponta Grossa reunido com vários representantes do setor: Secretário Municipal de Saúde Dr. Alberto Olavo de Carvalho, Diretor Administrativo da Secretária Dr Edson Alves, Chefe da 3.a Regional de Saúde Adroaldo Araújo, Deputados: Marcelo Rangel, Jocelito Canto e Péricles de Melo, Vereadores: Francisco Valentim Filho, George Oliveira, Gerverson Silveira e Dr.José Carlos Raad (Médico). Gilberto Martin acrescentou informações sobre a Força Tarefa que desenvolve o trabalho voltado para o combate e prevenção da dengue, também junto com o Chefe da 3.a regional apresentaram o crescimento dos números dos leitos na cidade. Sobre os equipamentos para o Hospital Municipal, o Secretário Estadual da Saúde informou que boa parte já esta disponível e o restante esta concluindo o processo licitatório.
Outra questão abordada foi com relação ao fechamento do Hospital Cidade. Segundo Gilberto Martin o Estado não deve nada ao hospital e que “aliás foi muito condescendente”, informando ainda que o hospital recebeu por todos os internamentos. Adroaldo Araújo apresentou documento com data de 03 de dezembro de 2007, onde o Hospital Cidade informou a paralisação por 180 dias.
Vereador George em suas informações demonstrou preocupação com a data de inauguração do Hospital Regional, e afinal, “seria com o Prefeito Marcelo Rangel ou Jocelito Canto”? Perguntou o vereador. Deputado Péricles em suas considerações enalteceu o trabalho do governo, já o Deputado Jocelito Canto comentou que a cidade recebeu grandes avanços no setor da saúde, e também enalteceu seu trabalho enquanto parlamentar e sua força de persuasão junto ao Governador Roberto Requião: “Eu fiz a cabeça do Governador”, com relação a instalação do hospital regional em Ponta Grossa no Campus da UEPG.
Por sua vez Vereador Zeca (José Carlos Raad), que também é médico observou silenciosamente todas as colocações dos presentes e solicitou a palavra questionando o secretário estadual sobre a situação dos doentes psiquiátricos que estão abandonados, como seria feito, que medidas seriam tomadas. Secretário Gilberto Martin informou ao vereador Zeca que existe uma Lei Governamental onde o ministério da saúde não autoriza mais a abertura de leitos de atendimento psiquiátrico, autoriza apenas “fechamento”.
O Deputado Marcelo Rangel avaliou o trabalho do atual secretário de saúde do estado em poucos meses que assumiu, lembrou que já esteve 3 vezes em Ponta Grossa desde o início de sua gestão, e que demonstrou respeito, profissionalismo e resultados para cidade. Porém cobrou deficiências no setor de medicamentos de difícil aquisição pelo povo, cobrou agilidade do Programa Paraná sem dor, e deposita confiança no trabalho da atual gestão da SESA.
Na agência Estadual de notícias temos a publicação de uma nota informando que Ponta Grossa não tem mais problemas com leitos.
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=34709
É claro que sabemos das melhorias e contribuições no setor a cidade, porém não podemos dizer que são problemas extintos. Ainda temos muito trabalho a ser feito, muitos problemas a serem atendidos e reclamados pela população. Aqui colocamos os assuntos discutidos nesta reunião específica sobre o setor de saúde que aconteceu em nossa cidade, e os internatutas podem constatar a coerência dos comentários e reivindicações feitas pelos representantes de Ponta Grossa.
Semana passada estivemos acompanhando a situação de uma família humilde que tem um doente mental em casa, as dificuldades, o comportamento das pessoas que apresentam problemas dessa ordem, hoje a ouvinte que participou conosco ao vivo em poucas palavras traduziu o sofrimento de uma família com pessoas portadoras desses problemas e que ficam simplesmente abandonadas...